sexta-feira, 17 de junho de 2011

Se o fizesse antes...(Parte 1)

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Ela é realmente linda, por dentro e por fora, ela lê livros, ela entende de moda, ela vai à igreja, ela sabe conversar, ela tem amigos ela é autêntica ela é(...) seus olhos de cor mágica chamam os meus, seus cabelos perfeitos causam inveja, sua pele é delicada, seu sorriso contagia, ela parece que nasceu pra me dar motivo a viver, engraçado isso né? Não, realmente não é engraçado, é amor caro leitor. É aquele velho e amigo amor, que chega se instala e sai quando quer, aquele mesmo amor que te deixa bobinho, aquele mesmo amor que te muda, aquele velho amor que te deixa ansioso na expectativa de que ela entre logo por aquela porta.

Ela estuda comigo faz uns...Um monte de anos, sempre achei que tinha algo estranho, um sentimento diferente, mas achava que era só amizade, porém um dia, o coração doeu quando vi ela com outro cara, mas, o que é que tem? Apenas ciúme de amigo, afinal, nós sempre fomos muito amigos, sempre juntos. Mas essa dor não passava, eu não conseguia fazê-la passar, e então recorri à mulher mais amada de todas: Mamãe. Disse a ela o que estava sentindo, e ela parou de lavar os pratos olhou em meus olhos inocentes, e sorriu, eu ainda confuso pois o sorriso dela ainda não tinha feito passar minha angústia, e aí ela falou que eu tinha conhecido o amor, e ainda pequenino não entendia a grandiosidade desse sentimento.

Agora sabendo o que estava sentindo, manti-me calado afinal o que eu iria falar? “Ei! eu te amo sabe, minha mãe que disse, vamos namorar?”. E esse sentimento viveu em silêncio. Mas durante anos, eu tento de forma, digamos implícita mostrar pra ela que eu a amo, torço para que ela tenha percebido, para no dia em que eu falar, ela pelo menos me console dizendo que já sabia.

Teve um momento em que isso cresceu, mas minha fortaleza era realmente firme, e não iria soltar o que sinto simplesmente por que está me dando “agonia”, entretanto, com certeza fica mais difícil de esconder, sempre dá aquela vontade de querer tocá-la, abraçar, beijar-lhe o rosto, passar a mão em seus cabelos, e com um pouquinho de ousadia falar baixinho em seu ouvido...

Mas, sabe de outra coisa interessante? Eu realmente a acho perfeita, eu sempre tive na cabeça comigo que ela será minha última namorada, pois aí então eu caso logo com ela. | =D|

Um dia, fui falar pra ela o que sentia, simplesmente porque não dava mais pra ser amigo dela, sem amá-la evidentemente. O plano era ir até a casa dela e começar nossa tradicional conversa, tocar no assunto amor e o quanto ele é imprevisível, e nesse momento eu falo algo que planejei, e torcer pra dar certo.

Ao chegar lá, ela me recebeu com todo seu carinho, “Oi, Entra!”, conversamos sobre o amor e quanto ele era imprevisível, nesse momento eu já segurava a sua mão, e minha cabeça já estava em seu ombro:

Eu: Pois é então... Sempre senti algo por uma amiga, ela sempre me causou algo diferente, descobri que era amor, pois se fosse qualquer outra coisa passaria rápido.

Nesse momento ela se mexeu na cadeira como se estivesse incomodada, e num tom quase triste perguntou: Quem?

Eu: Não dá mais pra esconder. A pessoa por quem eu atravessaria desertos, e iria com ela até no inferno é você!

Nesse momento, eu gelei, o silencio tomou de conta, ela se afastou de mim a face dela estava pálida e eu não sabia mais o que fazer, porque eu não planejei o “pós-declaração”. Ela fez cara de assustada, e então a reação que eu esperava a de “Até que enfim!” apareceu. Pude perceber uma lágrima caindo dos meus olhos, e outra do dela, ela me abraçou, eu me senti no céu, agora ela pode ser minha namorada. E então pude sem medo falar-lhe ao ouvido, mexer em seus cabelos, pegar em sua mão, deitar em seu colo e falar o tão esperado “Te amo”. Já era hora de ir, e ela me deu uma lembrança que era pra eu guardar com muito amor, um anel de valor sentimental enorme que eu mesmo lhe dei em seu aniversário, e claro cuidarei muito bem dele.

Finalmente juntos, eu já era a pessoa mais feliz do universo, nada tiraria o sorriso do meu rosto, mas era hora de ir pra casa, dormir e processar o acontecimento, o trajeto era longo e perigoso, e no meio do caminho ouvi um choro vindo de um beco, parecia duma criança, assustado fui lá verificar o que estava acontecendo, e então me renderam, era um assalto, e eu não poderia deixa-los levar o anel dela, do meu amor, mas logo o vi na mão do cafajeste que me rendera, e sem pensar parti pra cima dele como se meu ar fosse aquele anel e eu precisasse respirar, entretanto, não contava com a ideia de que ele estaria armado, e também sem pensar, ele atirou na parte de mim que um dia já doeu mais do que neste momento: o coração.

Parece que roubaram a segunda coisa mais importante pra mim: A minha vida, pois agora choro em prantos, pedindo a alguém que me deixe apenas mais um dia com o meu amor que eu tanto esperei pra ter, e agora como um anjo vejo meu corpo estirado no chão, e meu amor, lá chorando aos meus pés, e eu inconformado por não poder estar vivo e beijá-la, limpar suas lágrimas, não poder abraçá-la e dizer que agora está tudo bem.

Matheus Lisboa Santos

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